Alguns meses após o lançamento oficial, tive agora a oportunidade de experimentar um Evoque. O modelo em causa foi o eD4 Manual (2WD), e como a própria sigla indica, esta versão conta apenas com tração dianteira, privilegiando assim o consumo em detrimento das capacidades todo-o-terreno.
Quando a Land Rover anunciou o modelo de duas rodas motrizes muitos foram os que se insurgiram, em vários fóruns e blogues espalhados no mundo cibernético, revoltados com a ‘perda de identidade’ que isso poderia implicar para a mítica marca de veículos 4×4, mas a verdade é que a versão 4×4 do Evoque não é a primeira que a Land Rover trilha neste caminho, o Freelander 2 também conheceu uma versão 4×2.
A discussão foi (e continua) grande, mas a verdade é que é redutor achar que a génese da marca é ter apenas veículos 4×4. A Land Rover é muito mais que isso…não existem muitas marcas que consigam unir tanto um carro ao seu condutor como a Land Rover consegue com os seus modelos. Será o aspeto? Será o conforto? Não sei dizer exatamente o que é, talvez seja uma conjugação de fatores (aos quais as várias campanhas de marketing, e eventos proporcionados pela marca não serão certamente alheios), mas a verdade é que conduzir um Land Rover faz-nos sentir diferentes, empolgados. Sentarmo-nos ao volante de um transmite-nos uma estranha sensação diferente da condução de qualquer outro carro, talvez a expressão que mais se adequa seja ‘King of the World’.
O modelo 4×2 faz todo o sentido no mercado atual, e em especial em Portugal, onde o facto de ser 4×2 lhe permite obter o visto de classe 1 nas portagens (sim, é verdade. O mesmo carro, o mesmo motor, mas como tem tração apenas a duas rodas já é classe 1 e não classe 2 como o seu irmão 4×4 – um dia gostava de conhecer o ‘cérebro brilhante’ que inventou esta divisão das classes dos veículos nas portagens).
Mas voltemos ao Evoque.
Antes de entrar dou a volta ao carro, apreciando as elegantes linhas que estão a fazer do Evoque um sucesso de vendas por todo o mundo. É mesmo bonito!
A porta abre-se e dou comigo a admirar o interior, como o fiz alguns meses antes, quando vi o Evoque ao vivo pela primeira vez.
Sento-me ao volante e arranco. Os primeiros metros são ainda de exploração aos controlos e indicações dos mostradores e monitor do carro, mas rapidamente me descontraio e tento apreciar a experiência. A primeira coisa que me apercebo é que a aquela sensação de estar ao volante de um Land Rover é bastante diminuta. Talvez seja porque a posição de condução é muito baixa, e parece que é o carro que está acima de mim e não o contrário, como normalmente acontece. Todo o tablier e ambiente parecem ter sido levantados e eu vou sentado em baixo, no meio daquilo tudo.
A estrada onde vou não permite grandes aventuras, mas ainda assim dá para perceber o que motor de 150 CV responde bem para o peso do carro (mas vão por mim, escolham o modelo de 190 CV), e a caixa manual de 6 velocidades está bem escalonada, ainda que as irritantes indicações no tablier para eu meter uma mudança superior estejam sempre a chamar a minha atenção. Quero ver do que és capaz! Não quero conduzir suavemente para atingir consumos reduzidos! Chato.
Ao contrário da caixa e do motor, a direção não me agrada muito. Talvez seja necessário algum tempo de habituação, mas a verdade é que tenho muitas dificuldades em ‘sentir’ o carro…parece não existir uma relação direta entre aquela coisa redonda onde tenho a mãos e o comportamento real do carro…deve ser um pequeno duende inglês que está a servir de tradutor…só que o meu inglês não é perfeito, e ele é Irlandês (e muito provavelmente um estagiário, ainda sem experiência). Não nos estamos a entender em perfeitas condições.
A pequena viagem rapidamente chega ao fim e eu dou-me por satisfeito. Já experimentei.
É um carro confortável, com um ambiente interior muito agradável e com linhas exteriores fantásticas, mas que a meu ver precisava de uma direção mais precisa para conseguirmos ‘apertar’ um pouco mais com ele e sentirmo-nos em segurança. O facto de ter apenas tração às rodas dianteiras também não ajuda a segurar o carro, mas é Portugal no seu melhor, onde temos de abdicar da nossa segurança devido às portagens (sim, não me venham com a conversa que ter um carro 4×4 é para quem tem montes no Alentejo! Experimentem fazer uma curva apertada à chuva e depois conversamos…)
Será que um dia comprarei um? Talvez, mas para já o meu Freelander Td4 é para ficar mais uns anos, até porque mesmo com tração às quatro rodas continua a ser classe 1 nas portagens, e para carro do dia-a-dia isso pode fazer toda a diferença.


3 Comments
Ok. Dá para ficar com uma ideia. Que o carro é bonito, é. É caro? É. Mas como já já dizia o outro” há vidas mais baratas mas…………..
MME Folks 1:41 minutes thats not a Range Rover Evoque in the prcutie thats the all new Range Rover and believe me thats not the same price as the ZL1 . wrong prcutie guys
A versão eD4 é a mais barata…começa nos 43 mil.