Depois de vários anos com o OziExplorerCE, a viagem à Tunísia no fim do ano (ver aqui) deu o mote para me decidir a comprar um Garmin, o novo Montana.
Desde que faço TT que utilizo um aparelho de GPS para navegação. Inicialmente era um pequeno Garmin GPS III Plus, que era muito limitado, pois não tinha cartografia quase nenhuma, e nos últimos anos tenho andando sempre com o OziExplorerCE, que na minha opinião é um dos melhores a nível de funcionalidades de software que já experimentei, pecando apenas por utilizar imagens como mapa, impedindo assim operações mais complexas como procurar uma localidade e navegar para lá.
A escolha inicial pelo OziExplorer foi feita porque os aparelhos mais recentes (na altura) da Garmin eram muito caros (lembro-me de ver o 176C com preços na casa dos 800 euros) e a utilização dada em 90% dos passeios não justificava o investimento, uma vez que grande parte do que faço em TT é seguir roadbooks, utilizando o GPS apenas como meio auxiliar, ou se preferirem, apenas por carolice. Além disso, algumas limitações desses aparelhos sempre me deixaram de pé atrás, como a questão da utilização de cartões de memória proprietários com preços absurdos por MB ou a limitação a 500 pontos numa track guardada.
Felizmente o panorama mudou, e a Garmin apresentou em 2011 (se não estou em erro) o novo modelo Montana.
Este modelo conta com um generoso ecrã de 4″ de tecnologia tátil, e um pacote de software muito completo, que permite ter o perfil tradicional para utilização nos trilhos, mas também ter um perfil de navegação tradicional em estrada. Além disso, algumas das limitações de outros modelos foram ultrapassadas: o Montana permite guardar até 10.000 pontos por track, e um total de 200 tracks. O preço é bem mais baixo que os modelos topo de gama de há uns anos.
Existem três modelos disponíveis: o 600, o 650 e o 650t. A diferença é a camara fotográfica que não está presente no modelo 600, e os mapas topográficos que vêm de base apenas no 650t (e que inclui de base mais memória).
Aqui a escolha parecia-me simples: preciso dos mapas, logo tem de ser o modelo 650t. Mas vou precisar dos mapas da Topo Tunísia, e quando um dia for para Marrocos também preciso do Topo Marrocos… e se quiser utilizar para navegação em estrada preciso também do City Navigator Europe…e já agora, o City Navigator para o Norte de África, que inclui Marrocos. E aqui começaram as dores de cabeça. Só o Topo Tunisie custa 150 euros. Juntando tudo, lá tinhamos um valor que me fazia esquecer o assunto. (já agora Garmin, 150 euros por um mapa com tão pouco detalhe como o Topo Tunisie é um absurdo).
Felizmente hoje em dia existem imensos fóruns de discussão na Internet, e rapidamente percebi que o modelo 600 (o mais barato) sem qualquer mapa de base ia funcionar para tudo o que precisava… o resto…bom, viva a Internet.
E assim, comprei um Montana 600, aproveitando a campanha que a Garmin tem até ao fim de junho de 2012 onde na compra de alguns aparelhos (incluindo o Montana), podemos devolver um GPS antigo e eles devolvem 50 euros.
Agora tenho de me adaptar a este novo sistema e perceber como tudo funciona.

